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Scott Galloway prevê explosão do mercado de previsões em 2026
Na edição 148o Edição da Gossip Marketing: Explosão do mercado de previsões, Empresas querem seus impulsos cerebrais, eventos presenciais e muito mais...
Olá, humano! Gostaria de retificar uma informação da última News. Por distração, eu havia mencionado que a Fernanda Torres ganhou o Oscar e ela ganhou o Globo de Ouro. Desculpe o erro rs. Feliz 2026! Que esse ano seja incrível! Quais são as suas resoluções de ano novo? Quero estrear o ano com essa música. Vamos pra mais uma edição?
Resumo para preguiçosos:
Explosão do mercado de previsões
Empresas querem seus impulsos cerebrais
Marcas apostam em influenciadores e eventos presenciais
🔥 Tendência – Scott Galloway prevê explosão do mercado de previsões em 2026
Qual foi o estrago dos jogos de apostas e cassino online em 2025? E se eu te contasse que esse mercado pode escalar ainda mais? É o que está "apostando" Scott Galloway.
Scott Galloway é um professor universitário dos EUA com vários livros publicados contra as big techs e que destila ranço ao Elon Musk (amo essa qualidade dele).
Todo ano ele escreve previsões do que pode acontecer para o ano - com uma série de dados para embasar seus argumentos.
Para 2026 ele previu uma alta dos mercados de previsão.
Segundo ele, a maioria das pessoas gostam de engajar em atividades intelectuais, como apostar no resultado de uma eleição, mas saber quem vai ser o presidente em 2026 é tão imprevisível quanto descobrir o ganhador do BBB no primeiro dia de edição. Ou seja, um jogo de azar.
Que dados baseiam isso? Primeiro que o fluxo de pessoas indo a Las Vegas reduziu. O turismo caiu 8%, enquanto os principais cassinos registraram queda de 22% acumulado ao ano. (Talvez porque um cassino inteiro esteja disponível no celular agora)
Metade dos homens nos EUA entre 18 e 49 anos possui uma conta de apostas esportivas. Sendo que 23% deles confessaram ser viciados. E 37% deles são da Geração Z.
Os pedidos de falência pessoal aumentaram em 28% nos estados que legalizaram as apostas esportivas após decisão da Suprema Corte em 2018.
No Brasil os dados não são diferentes. Cerca de 10,8 milhões de pessoas a partir de 14 anos jogam de forma arriscada ou problemática.
Agora imagina tudo o que é possível brincar com previsões? Quais candidatos para a eleição de 2026? Quais tendências de marketing vão decolar esse ano? Quanto tempo para a bolha de IA estourar? E por aí vai.
Por que isso é quente?
O mercado de apostas está deixando de ser só sobre sorte e começando a flertar perigosamente com o ego.
Se a tese de Scott Galloway estiver certa - e esse mercado realmente escalar - o risco não está só no dinheiro perdido, mas na ilusão criada. A ilusão de que você não está apostando…está prevendo. E quem aposta com ego aposta mais. Quem se sente intelectualmente superior tende a ignorar o risco.
Além disso, o mercado de previsões carrega os mesmos fantasmas das apostas esportivas - só que ampliados. Manipulação, grupos inflando probabilidades e informações privilegiadas.
Do mesmo jeito que já existe suspeita de times pagos para errar gols, esse novo mercado pode gerar um cenário ainda mais confuso: onde ninguém sabe mais se algo aconteceu porque foi real ou porque precisava acontecer para movimentar dinheiro.
Para o marketing, o impacto é direto. Estamos falando de anunciar para um público cada vez mais dopaminado, anestesiado e estimulado pelo risco constante.
E quando um setor passa a causar dano social em escala, a história mostra o próximo capítulo: regulamentação pesada, restrições severas e publicidade limitada.

🧠 Tendência – A batalha pela atenção acabou. Agora as empresas querem seus impulsos cerebrais
E se em vez das marcas terem sua atenção, elas passarem a ter acesso a todo o seu cérebro, inclusive, tendo acesso ao que te faz ter atenção, loucura? É o que está por vir nos próximos anos, se liga...
Fitbits, Apple Watches e anéis Oura se tornaram dispositivos comuns para monitorar nossa saúde, sono e atividades. Agora, novas startups esperam que a migração desses dispositivos para o cérebro possa desbloquear inúmeras novas funcionalidades.
A tecnologia promete ir além do fitness: talvez até conectar nossas mentes à internet. (Sim, você leu certo).
Prepare-se para que as questões de privacidade de dados se tornem ainda mais complexas quando empresas tiverem acesso literal aos seus pensamentos.
Algumas startups já conseguem fazer isso usando eletroencefalografia (EEG) - a capacidade de detectar os impulsos elétricos do cérebro e decodificá-los com inteligência artificial, de acordo com a Wired.
A Elemind criou uma faixa de cabeça de US$ 350 que emite um estímulo acústico chamado "ruído rosa" para promover um sono mais profundo.
A Neurable utiliza fones de ouvido para monitorar as ondas beta do cérebro - o sinal de concentração - para fornecer diagnósticos sobre o nível de concentração do usuário ao longo do dia.
A Cognixion está utilizando os novos recursos de acessibilidade da Apple no Vision Pro para ajudar a "restaurar a comunicação em pessoas com dificuldades de fala devido à paralisia".
A Flow Neuroscience recebeu aprovação da FDA para seu fone de ouvido, que emite uma corrente elétrica de "baixa intensidade" para o usuário com o objetivo de tratar os sintomas da depressão.
Por que isso é quente?
Talvez a próxima grande disputa do marketing não seja mais pela atenção - e sim pelo cérebro.
Existe um futuro bem plausível em que o mundo se divide em dois grupos: os que implantam dispositivos diretamente no cérebro (Neuralink) e os que usam dispositivos externos só para não ficar de fora dessa nova lógica.
Quando a tecnologia passa a ler ondas cerebrais, o jogo muda completamente. Não estamos mais falando de métricas de engajamento, mas de atenção real, biológica, comprovada neurologicamente.
E aí começam os conflitos. A privacidade de dados já é confusa hoje - mal regulada, mal explicada e frequentemente mal utilizada. Agora imagine quando os dados não forem mais cliques, likes ou tempo de tela…mas impulsos cerebrais.
Até onde essas empresas podem ir com essa informação? Quem é dono do que o seu cérebro sente? Como isso será tratado, armazenado e monetizado? Nada disso está claro.
Existe também um efeito colateral pouco discutido: o corpo. Se dispositivos permitem controlar tudo com o pensamento, por que se mover?
A conveniência extrema pode reduzir ainda mais a atividade física - e mudar não só o consumo, mas o comportamento humano como um todo.
🗺️ Tendência – IA matou a autenticidade online. Marcas apostam em influenciadores e eventos presenciais para gerar lealdade real
Numa era em que algoritmos misteriosos podem lançar qualquer pessoa à viralização e a inteligência artificial inunda as plataformas com falsificações, tanto as marcas quanto o público buscam criadores em quem possam confiar. O que está acontecendo?
A internet está entrando em sua era de "desleixo" graças à prevalência da IA.
Assim, embora as marcas estejam experimentando a IA em suas próprias operações e materiais publicitários, elas ainda querem que seus investimentos em marketing de influência sejam direcionados a pessoas que tenham um relacionamento autêntico com seu público.
É esse toque humano que, em última análise, gera conversões.
Profissionais da economia criativa estão sinalizando que simplesmente ter muitos seguidores não é mais suficiente no mercado atual - a verdadeira influência reside em construir confiança com o público que você tem.
Um estudo da Universidade Northwestern revelou que a confiança nos criadores aumentou 21% no último ano.
É por isso que 97% dos diretores de marketing planejam aumentar seus orçamentos de marketing de influência este ano.
Mas 94% das pessoas dizem que as redes sociais se tornaram... bem... menos sociais. Como resultado, mais da metade dos usuários está passando tempo em plataformas de comunidades baseadas em bate-papo para resgatar essa experiência.
Assim, as marcas precisarão direcionar mais dinheiro não para os maiores influenciadores do Instagram, mas para criadores com comunidades engajadas no Discord, Strava, LTK, Substack e LinkedIn.
Por que isso é quente?
Estamos vivendo um paradoxo fascinante: quanto mais artificial a internet fica (com a enxurrada de "lixo" gerado por IA), mais o valor do mundo real dispara.
A moeda mais valiosa de 2026 não será o "alcance" ou o número de seguidores, mas a confiança. O estudo da Universidade Northwestern matou a charada: a confiança nos criadores subiu 21% justamente porque eles são o último bastião da humanidade num mar de algoritmos.
Mas a grande tendência está para os eventos presenciais. As marcas já perceberam que o digital está saturado. É por isso que 74% das empresas da Fortune 1000 aumentaram seus orçamentos para experiências e eventos em 2025.
Grandes players como Samsung e Hot Topic não estão patrocinando eventos apenas por "branding", mas porque a conexão física gera capital de lealdade que nenhum anúncio de Instagram consegue comprar.
Se 94% das pessoas acham as redes sociais "menos sociais", o dinheiro vai seguir o usuário para onde ele se sente seguro: grupos fechados de Discord, comunidades de nicho e, principalmente, eventos ao vivo onde a "curiosidade" não pode ser falsificada por uma IA.
Basicamente, para vender no digital em 2026, você vai precisar sujar o sapato no mundo real.
🔥 O que andou aquecendo por aí:
Instagram: lançou discretamente carrosséis em loop, o que pode ajudar a aumentar as visualizações. (Você já tem essa opção? Eu ainda não vi por aqui)
Disney: é o único estúdio este ano a ultrapassar os 6 bilhões de dólares em bilheteria mundial, graças a Lilo & Stitch, Zootopia 2 e Avatar: Fogo e Cinzas.
Jaguar: fabricou seu último carro com motor de combustão interna, marcando sua transição para uma empresa focada exclusivamente em veículos elétricos.
Meta: está comprando a Manus AI, uma empresa sediada em Singapura que se destaca na geração de relatórios de pesquisa e sites por mais de US$ 2 bilhões. (Eu amooo essa IA. Por Deus Zuckerberg, não estrague tudo)
Google: finalmente permitirá que você altere aquele endereço de Gmail constrangedor que você criou no ensino fundamental, sem perder seus dados. (Agora você pode se livrar do gatinhofofo123)
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