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OpenAI quer substituir o iPhone colocando você para conversar em voz alta
Na edição 149o Edição da Gossip Marketing: OpenAI quer substituir o iPhone, Novo jeito de estampar logos em camisetas, Hobbies em alta e mais...
Olá, humano! Eu subestimei a vida de casada. Ainda estou aprendendo a conciliar marmitas da semana com escrever a news. Por essa razão, ficamos sem a edição anterior. Acredite, eu me cobro muito quando não consigo fazer a edição da semana. Então, hoje eu estou bem feliz por essa ir ao ar. Atualizei minha playlist essa semana com essa música. Vamos pra mais uma edição?
Resumo para preguiçosos:
OpenAI quer substituir o iPhone
Novo jeito de estampar logos em camisetas
Hobbies em alta
🤖 IA – OpenAI quer substituir o iPhone colocando você para conversar em voz alta
Dizem as más línguas que a OpenAI está prestes a se tornar uma empresa que produz hardware. Mas não é qualquer dispositivo, é o próximo substituto do iPhone. Isso é possível?
Na visão do CEO, Sam Altman e do ex designer do iPhone, Jony Ive, não só é possível, como é a grande métrica de sucesso para o novo lançamento da empresa.
A OpenAI quer você falando em voz alta. Hoje o LLM que alimenta a experiência de áudio do ChatGPT não é tão robusta, então a ideia é reestruturar as equipes para priorizar o áudio.
Por que um dispositivo de áudio tem potencial de substituir o iPhone? Bem, não tem. Pelo menos, não pelo que anunciaram até agora. Altman acredita que acelerar a rapidez com que o chatbot responde e simula uma interação natural vai fazer ele ser usado.
Até o momento, a empresa conseguiu um modelo que soa mais natural e emocional, fornecendo respostas profundas e precisas.
O próximo passo é fazer ele lidar melhor com interrupções e falar ao mesmo tempo com um usuário humano. (Por que diabos vamos querer falar com uma máquina que simula a tia Fátima interrompendo a todo minuto?)
A OpenAI quer lançar o novo modelo de áudio no início deste ano, preparando os usuários para o lançamento do dispositivo em 2027.
Por que isso é quente?
Eu acho engraçado como alguns CEOs funcionam, do tipo "Hey, eu paguei US$ 6,5 bilhões para adquirir a empresa do Jony Ive, ele criou o iPhone, agora compre tudo que ele criar para a OpenAI." Mas e aí? Cadê as funcionalidades?
É um plano ousado, e baseado no que conhecemos da Alexa, ninguém está se coçando para trocar seus iPhones por uma Alexa.
E por falar nela, se eu fosse a OpenAI ficaria esperta. A Amazon aproveitou a CES 2026 para lançar a Alexa+ versão web.
Basicamente, os dispositivos atuais já estavam previstos para receber uma atualização que possibilitaria conversar com a Alexa semelhante ao que acontece hoje no ChatGPT.
Enquanto essa atualização não chega, a Amazon acredita que pra ganhar capilaridade de mercado, ela precisa estar em todos os lugares. E agora ela é um chatbot na web. Para a sorte do GPT, ela é focada em atender a vida doméstica das famílias.
Será que a OpenAI vai conseguir alcançar seus objetivos antes de ser engolida pelas estratégias da Amazon?

👕 Tendência – Fim da logomania: Por que as pessoas estão mudando a forma de vestir camisetas que estampam marcas?
O ano é 2010 e a logomania está por toda parte. Roupas com "Gucci" estampado em letras garrafais por toda a peça. Agora o ano é 2026 e isso é brega e afasta do status e da riqueza. O que mudou?
Os logotipos estão perdendo a sua relevância social, para o terror dos falsificadores. Durante a década de 2010, isso representava riqueza e status, porém hoje o que importa é onde você criou memórias ou a qual comunidade você pertence.
Acredite, quando os jovens usam algo com um logotipo, geralmente é da sua cafeteria favorita, do hotel onde se hospedaram nas férias ou do estilista local que descobriram em uma loja de bairro. Não sou eu que estou dizendo, é o The Business of Fashion.
Basta observar a recente divulgação do filme Marty Supreme, estrelado por Timothée Chalamet e com estreia prevista para 22 de janeiro.
Durante coletivas de imprensa e ensaios fotográficos, o ator apareceu repetidamente usando moletom e um corta-vento com o nome do filme.
Uniu isso com alguns recebidos por famosos (Justin Bieber, família Jenner, entre outros) e o efeito foi imediato: a peça virou objeto de desejo, gerou uma pop-up store na Grand Street, em Nova York, filas quilométricas de consumidores e, de quebra, ampliou ainda mais a expectativa em torno da estreia do filme.
As pessoas também têm escolhido roupas com frases marcantes ou slogans de podcasters e influenciadores que acompanham, uma releitura moderna da clássica camiseta de banda, funcionando como um sinal de identificação e pertencimento a um grupo.
Por que isso é quente?
A moda sempre funcionou como um instrumento de identidade e pertencimento, mas os logotipos passaram a assumir um novo papel: o de declarar "eu estive ali" ou "eu vivi isso".
As marcas já perceberam esse movimento, especialmente porque a moda se espalha com facilidade. Lojas que não vendem roupas têm seus próprios produtos, como as bolsas da Erewhon ou da Trader Joe's.
Especialistas que analisam essa tendência apontam mudanças importantes na relação com os logotipos. Thomai Serdari, professora da Universidade de Nova York e diretora do MBA em Luxo e Varejo da instituição, afirmou ao BOF que essa transformação acontece porque a geração Z não quer mais que alguém dite seus gostos ou como deve se vestir, isso é algo a ser descoberto por conta própria.
Na mesma linha, Jackie Cooper, diretora de marca da empresa de comunicação Edelman, observa que, para essa geração, não é mais a marca que valida o consumidor, mas o consumidor que valida o logotipo.
Em outras palavras, as roupas passaram a funcionar como uma extensão direta da identidade pessoal.
Não vai demorar muito para que looks estilosos se transformem em verdadeiros outdoors ambulantes da economia local.

🎨 Tendências – Hobbies, sentar em silêncio e convivência social são a nova forma de combater o tédio e evitar a fadiga digital
Quem diria que um mundo hiperconectado iria gerar cansaço e enfado nas pessoas por excesso de tecnologia. Agora estamos retrocedendo para a vida analógica e apostando em hobbies. Que reviravolta foi essa?
Mesmo com o avanço da IA, as pessoas estão descobrindo que podem ser felizes praticando hobbies que envolvem a mão e o corpo. Não só isso, elas estão fazendo de tudo que não envolva uma tela, pelo menos não diretamente.
A especialista em políticas urbanas Diana Lind, observou que aos poucos as pessoas estão se interessando por lazer produtivo, incluindo tricô, pintura e caligrafia.
E melhor, isso está sendo feito de forma coletiva, o que leva as pessoas a saírem de casa e frequentar aulas, centros comunitários e pequenas empresas que oferecem workshops.
E não para por aí. Alguns criadores foram além: eles estão gravando a si mesmos em vídeos em time-lapse, sentados em silêncio. E por quê? Para lidar melhor e se acostumar cada vez mais com o tédio.
Algumas empresas já começaram a perceber o quanto faz sentido investir em atividades sociais. É o caso do Sweatpals, que conecta frequentadores de academia que procuram parceiros de treino, ou da Coffee and Chill, que reúne pessoas que gostam tanto de um café quente quanto de uma bebida gelada.
A Soho House também já está inaugurando diversos centros de bem-estar ao redor do mundo.
Por que isso é quente?
Conforme a inteligência artificial ganha força e elimina cada vez mais empregos, ter um hobby no futuro pode deixar de ser apenas um passatempo e se tornar uma questão de sobrevivência - seja como fonte de renda extra para pagar as contas, seja como uma necessidade essencial de bem-estar.
James Danckert, pesquisador que dirige o "laboratório do tédio" na Universidade de Waterloo, no Canadá, afirma que atividades simples, como ler um livro ou desenvolver um hobby, são suficientes para recuperar a atenção e combater o tédio gerado pelo excesso de dopamina. (Quem diria que nossas avós estavam certas, hein?)
Nesse contexto, as marcas também já estão se movimentando para atender aos novos interesses dos consumidores. Restaurantes estão abrindo centros de experiências voltados à prática de hobbies, enquanto marcas de produtos gamificam suas compras.
Outro dia eu estava observando uma marca de bebida achocolatada e reparei que no rótulo estava um desafio para encontrar a saída. Isso considerando que o público alvo são crianças. Mas, não seria surpreendente se cada vez mais embalagens passassem a incluir caça-palavras, desafios ou jogos simples, ajudando as pessoas a se desconectarem por meio dos próprios produtos.
🔥 O que andou aquecendo por aí:
Instagram: o big boss, Adam Mosseri, deu o braço a torcer alegando que o feed da plataforma está morto. Isso porque as pessoas estão evitando publicar momentos pessoais e preferindo usar a DM. (Quem diria que ficar enchendo o feed de IA e anúncios não era uma boa ideia)
BYD: ultrapassou a Tesla como maior vendedora de carros elétricos. (Não é uma tarefa difícil depois de entrar em mercados como Brasil e Índia)
Mercado de previsões: lembra quando falei sobre essa tendência na edição passada? Agora é uma realidade. Um usuário anônimo ganhou US$ 400 mil dólares apostando na queda do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Lego: acaba de dar um passo ao futuro 2.0 da empresa. Ela lançou brinquedos montáveis com tecnologia que aciona sons e luzes conforme o que foi montado. Montou um carro? Barulho e luzes de carro. Um robô? O mesmo.
Apple: está freando o investimento no Apple Vision após enviar apenas 45 mil unidades durante o fim de ano. Enquanto isso, a Meta deve estar festejando enquanto adiciona escrita virtual aos seus óculos Ray-Ban Display.
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