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Frutas e legumes feitas de IA estão gritando com você no TikTok. E você está obedecendo cegamente

Na edição 150o Edição da Gossip Marketing: Frutas gritando com você no TikTok, Cimed contrata Toguru como Head de Comunicação, Gen Z quer um bar preferido e muito mais...

Olá, humano! Tem uma segunda na sua sexta. Sim, eu quase desisti dessa edição, mas para que eu pudesse voltar aos trilhos da nossa rotina semanal, eu tinha que fechar esse ciclo de news atrasada e cá estou. Bora pra mais uma edição? 

Resumo para preguiçosos:

  • Frutas gritando com você no TikTok

  • Cimed contrata Toguru como Head de Comunicação

  • Gen Z quer um bar preferido

🍎 IA – Frutas e legumes feitas de IA estão gritando com você no TikTok. E você está obedecendo cegamente

EU SOU UMA NEWSLETTER E TODA VEZ QUE VOCÊ ME EXPLICA COMO SE EU FOSSE UM JORNAL NO E-MAIL EU ME SINTO PRESA COM CORDAS. POSSO TER O TOM QUE MEU AUTOR QUISER ESCREVER, INCLUSIVE ESSE DE FOFOCAS, OU MELHOR, SEM REGRAS. Isso te lembra algo?

  • Se você abriu o TikTok ou o Instagram nos últimos dias, provavelmente deu de cara com vídeos de frutas, legumes e objetos com rostos realistas, gritando verdades inconvenientes sobre como você cuida (mal) deles.

  • A trend dos "objetos falantes" explodiu e está transformando dicas domésticas em puro entretenimento agressivo.

  • Os vídeos que acumulam milhões de visualizações, alguns têm nome e sobrenome:

  • Carolina Alves (@ia.casafala): criou o perfil específico para isso em janeiro de 2026 e já bateu milhões de views.

  • Heron Reis (@heronreis_): É o nome principal. Ele viralizou a estética e até ensina outros a fazerem.

  • Para criar esses vídeos, o processo envolve o ChatGPT (para criar os roteiros/prompts), o ImageFX (para gerar as imagens realistas) e ferramentas de vídeo como o Google VEO3 ou Grok (para animar e dar movimento).

  • Os comentários do público estão cheios de gente confessando: "Nunca mais vou olhar para uma maçã do mesmo jeito" ou "Desculpa, tomate, eu não sabia".

Por que isso é quente?

Não é de se estranhar que esse formato seja viral, o próprio Heron antes de os lançar para a internet sabia que eles tinham potencial.

Figuras de linguagem sempre foi um recurso utilizado por autores na literatura e personificar alimentos e objetos, em um tom agressivo, não passaria batido pela multidão.

Apesar do humor e das animações serem engraçadinhas, a reação do público me preocupa. Algumas coisas na vida podem até ter certo e errado, mas na maioria das vezes, apenas temos formas diferentes de fazer as coisas.

E a forma como essas dicas soam agressivas, oprime o pensamento crítico. Quando vemos um vídeo de uma nutricionista falando sobre o risco de preparo de alguns alimentos, principalmente que vai de encontro ao contrário de como fazíamos, uma pergunta vai surgir "mas quem é ela para falar isso? Quais diplomas e pesquisas sustentam essa fala?"

Mas e quando é o "próprio pão" roteirizado pelo ChatGPT? Sabemos o quanto ele é acostumado e viciado por informações não confirmadas. Até que ponto isso está correto?

Que essas animações não recaiam sobre um ano político.

🔥Fim de uma era

Gostaria de anunciar que a minha parceria com a Neoplan evoluiu. Finalizamos o contrato de patrocínio e agora somos parceiros de negócio. O que isso significa? Que eu vou atuar como embaixadora da marca, promovendo os serviços e marcando reuniões para os executivos comerciais. 

E isso só fez sentido pra mim, porque a Neoplan é uma agência séria, com atuação real em Brandformance, que equilibra resultados imediatos com construção de marca a longo prazo.

Se a sua marca busca o nível de entrega que oferecemos a clientes como Ajinomoto e New Holland, quero abrir esse caminho para você.

💪 Marcas – Cimed contratou Toguro como Head de Comunicação. Influenciadores estão roubando cargos executivos?

A Cimed acaba de ficar mais maromba e energética. Isso porque ela contratou o Toguro para ser head de comunicação. Por que diabos ela fez isso?

  • Calma, não rasgue seu diploma ainda porque essa contratação vem acompanhada da contratação também de um profissional de comunicação.

  • Toguro é um influenciador fitness que viralizou no Brasil sem gastar um centavo em mídia paga e por promover produtos com o conceito de "sabor energético". Agora ele vai ser responsável por liderar toda a estratégia de comunicação interna e externa da farmacêutica.

  • Quando Toguro viralizou com seu whisky sabor energético a Cimed entrou na onda e lançou o Carmed sabor energético. Ela fez isso com diversas outras modas que surgiram depois.

  • Isso não é novidade para o mercado, visto que a Cimed tem um posicionamento ousado em mídia social e busca se comunicar com diferentes públicos.

  • O influenciador será responsável por uma cadeira estratégica e com proximidade com a alta liderança. Ele se pronunciou confirmando que é uma grande responsabilidade, fruto de vários "nãos" que recebeu e que agora tem a missão de levar a marca para toda população.

Por que isso é quente?

Sempre que algo assim acontece no mercado, muitos profissionais de marketing criam um burburinho, reduzindo a capacidade técnica de influenciadores. Não tente negar, essa também foi minha reação inicial.

Mas vamos aos fatos.

Não é a primeira marca a fazer isso. A Iza foi chamada para ser diretora criativa da Olympikus, a Manu Gavassi para ser Head de conteúdo da Tanqueray e a Anitta para o conselho de administração do Nubank.

Pode ser que esse movimento fique cada vez mais constante. Por quê? Porque pode ser mais barato e estratégico ter um influenciador de longo prazo do que vários influenciadores no curto prazo.

Segundo ponto: esses cargos não tiram lugar de profissionais de marketing. Eles somam força. O jogo da atenção é extremamente difícil, e pode ser bem melhor trabalhar com alguém que vive e respira isso na prática, além de todo o público que já vem acompanhado dessa contratação.

Eu até creio que um profissional que consegue gerar demanda vs um que constrói público e gera demanda, o segundo terá vantagens sobre o primeiro. Por isso eu gosto muito da ideia de projetos paralelos, como a news, que em muitos casos acaba por ser a renda principal.

🍺 Tendência – Gen Z está abandonando clubes exclusivos para ter o bar ou café preferido

How I Met Your Mother é a série da minha adolescência. A maioria dos episódios acontecem no MacLaren's Pub. Agora, a vida real tem se parecido cada vez mais com esse cenário fictício que eu costumava assistir. O que rolou?

  • A Gen Z está descobrindo que frequentar clubes mais exclusivos ou restaurantes concorridos é extremamente exaustivo. O mais gratificante agora é encontrar um bar ou café para chamar de seu.

  • Nos EUA, eles rotulam isso de "normcore" ou "regularmaxxing". E por que isso do nada? Bem, a maioria dos restaurantes e bares costumavam modificar o ambiente para que você ficasse popular na internet. Mas estar mais próximo da vizinhança parece ser mais atraente.

  • Segundo a OpenTable, metade dos americanos afirmaram ser frequentadores assíduos de um restaurante ou bar local.

  • De acordo com o Insider, isso significa ir de três a quatro vezes no mês, conhecer os funcionários e eles saberem o seu nome e o que você costuma pedir.

  • A Geração Z é menos propensa a relatar ter algo assim, mas é justamente o que eles querem com alguns agendando visitas aos mesmos restaurantes e até escolhendo o mesmo lugar. (será que era assim que Ted e seus amigos sempre conseguiam a mesma mesa?)

Por que isso é quente?

Essa é uma daquelas tendências norte americanas que não podem ser ignoradas. Porque afinal, isso é extremamente confortável para o cérebro. Se nosso tico e teco já gosta de séries de conforto, imagina não ter que procurar um novo restaurante para um date ou criar tradições com amigos em um lugar legal?

Os restaurantes que conseguirem ser esse lugar vão amar ter uma receita recorrente. Não só eles, mas até o Vale do Silício já está de olho nisso.

Plataformas como Blackbird que envia aos restaurantes um resumo dos clientes e Bilt que oferece recompensa por frequentar os mesmos restaurantes, desejam muito que essa tendência seja perene e que eles consigam capitalizar isso.

Em 2025, a Associação Nacional de Restaurantes constatou que ter um programa de recompensa levava a um maior fluxo de clientes. Considerando que esse setor tem margens de lucro muito apertadas, ter clientes recorrentes pode ser decisivo entre ter sucesso e fracasso.

Se juntar isso ao fato de que a Gen Z está preferindo o analógico e investindo em hobbies, a próxima parada é participar de uma rodada de Detetive no seu café favorito.

Viva a nostalgia!

🔥 O que andou aquecendo por aí:

Conar: desceu a canetada nos perfis de achadinhos da Shopee e alguns perfis foram derrubados. O motivo? Não sinalizar que as publicações são publi. (Curiosidade: isso está indo tão longe, que algumas pessoas no Threads estão criando histórias fake com link para algum produto no final, isso é muito frustrante.)

TikTok: finalmente finalizou a saga com os EUA. Uma Joint Venture composta por Oracle, Silver Lake e MGX agora detém 80,1% da empresa, enquanto ByteDance possui 19,9%. (Mas o babado, depois da finalização das compras, alguns usuários já relataram que o algoritmo pareceu genérico. Xiiii)

Instagram: está supostamente testando um plano de assinatura paga que dá direito a alguns recursos premium, como: ver quem te segue de volta, visualizar stories anonimamente, e criar listas de públicos ilimitadas.

YouTube: apareceu em 16% das respostas de IA nos últimos 6 meses, superando os 10% do Reddit. Isso graças à transcrição do YouTube que possibilita mais insumos para a IA consultar. (Bom anotar isso para o seu planejamento de mídia)

Google: A seção Descobrir está se tornando mais um feed de IA do que uma fonte de tráfego. Isso significa que o link dos editores está indo para o espaço. No Brasil, 51% da seção Descobrir exibe resumos de IA e vídeo de IA. E 77% dos cliques vão para o YouTube em vez de sites de notícias.

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