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Coca-Cola, Bauducco e Salesforce apostam em premiações. Funciona para construir marca ou só para vender rápido?
Na edição 154o Edição da Gossip Marketing: Promoções voltaram com tudo, CEO do McDonald's virou meme, OpenAI x Anthropic e muito mais...
Olá, humano! Eu sempre gostei de ler e pensar no mundo como um lugar feito para criar algo grandioso.. Agora é possível ter as duas coisas em um único site. Ele contém cartas de grandes criativos que já realizaram seus feitos. Vale a pena a leitura.
Resumo para preguiçosos:
Marcas apostam em premiações
Executivos deveriam ser influencers?
OpenAI pegou acordo rejeitado e se deu mal
🤑 Marketing – Coca-Cola, Bauducco e Salesforce apostam em premiações. Funciona para construir marca ou só para vender rápido?
Só eu, ou mais alguém gosta de premiações de marca? Será que isso vale a pena e gera resultados? Vamos descobrir.
Era muito comum na minha época de criança encontrar promoções de caça ao tesouro que as marcas faziam, como "descubra o bilhete premiado", "compre um e ganhe dois", "na compra de x, ganhe um bilhete para sorteio".
Quando digo comum, é porque isso era estampado nas embalagens, com cara de celebridade e tudo mais. O fato delas terem ficado mais discretas quase me fez pensar que elas haviam desaparecido ou que toda a verba foi destinada a influenciadores. Nenhum, nem outro, talvez a união dos dois. E aqui estão alguns exemplos:
Coca-Cola: recentemente lançou a lata que grita gol para a Copa do Mundo de 2026. Quem encontra ganha R$ 5 mil imediatamente. (Ela não vem com Coca se é o que está pensando)
Bauducco: lançou uma promoção destacada nas embalagens em que na compra de 2 produtos da linha de pães Bauducco, existe a possibilidade de ganhar um prêmio instantâneo, ou concorrer a R$ 1 milhão em certificado de ouro.
M. Dias Branco: a indústria de alimentos lançou a promoção que a cada R$ 20 em compras de produtos participantes, concorre a mais de 10 mil prêmios, incluindo 3 carros, 13 motos e prêmios instantâneos todo dia.
Gomes da Costa: a marca de sardinhas, lançou uma promoção em que a cada R$ 25 em compras, o cliente concorre a um prêmio imediato de R$ 700 e ganha um número da sorte para sorteios mensais.
A Gillette, Nivea, Hellmann’s, Colgate e outras também realizaram promoções de prêmios semelhantes.
Salesforce: se uniu ao MrBeast em um anúncio do Super Bowl, oferecendo 1 milhão de dólares para quem resolvesse uma caça ao tesouro com enigmas criados pelo bot de IA do Slack. O anúncio rendeu mais de 53 milhões de visitas ao site da campanha. Até o fechamento desta edição, o prêmio ainda não foi encontrado.
Por que isso é quente?
A mecânica promocional moderna gera conteúdo orgânico. Imagina se o Bomtalvão decide abrir todas as Cocas até descobrir a que grita gol? Isso geraria ciúmes no Patrick.
No curto prazo, é eficiente, porque proporciona um resultado rastreável e justificável. Principalmente se considerarmos que o Brasil é um país onde o consumidor é sensível a preço. (promoções fazem parte do nosso jeitinho brasileiro.)
No caso da premiação do Slack com o MrBeast, gosto ainda mais de como foi construída. Porque gera uma movimentação de longo prazo e os usuários ainda vão realizar um teste na ferramenta durante a caçada. Se isso demorar um mês, um ano ou até mais, é um assunto que pode ser reciclado quando o prêmio finalmente for encontrado.
Um ponto importante: o seguidor do MrBeast é Geração Z, enquanto o decisor do Slack é Millennial. Mas como sabemos que a decisão B2B passa por uma influência ascendente - o usuário pressionando o gestor - a propaganda fura a bolha e gera reconhecimento de marca de qualquer forma.
Sinceramente, acredito que promoções são ótimos mecanismos para mover volume no próximo trimestre. Agora, se elas constroem branding? Isso é questionável.
E isso expõe uma realidade das empresas brasileiras: estão sempre preocupadas em atração e coleta de dados, mas pecam na retenção, no CRM, no remarketing.
Se promoções funcionam depende muito do que você vai fazer com as informações coletadas depois.

⚠️ Estratégia - Executivos deveriam virar influencers dos próprios produtos?
O McDonald's armou uma cilada perfeita para si mesmo: empurrou um novo produto para o mercado e o próprio CEO, ao prová-lo, entregou o jogo. O que rolou?
Tenho plena certeza que a frase "se quer algo bem feito, faça você mesmo" não se aplica a todos os contextos.
O CEO do McDonald's, Chris Kempczinski, provou ser verdade quando publicou uma degustação do novo sanduíche: o Big Arch.
O vídeo não diz nada demais. E é exatamente assim que ele diz muito. Uma pequena mordida, uma linguagem corporativa indiferente, a menção como um "produto" e um combinado de terminar a refeição atrás das câmeras.
Foi o suficiente para ganhar repercussão, negativa é claro. Segundo uma pesquisa da Datassential, foram feitas 5 mil menções ao novo hambúrguer, com sentimento líquido positivo de 56%. Porém, quando cita o CEO, o sentimento cai para 36%.
É óbvio que o Burger King não ia deixar barato. Nem as outras marcas perdoaram.
O BK publicou um corte em que Tom Curtis, presidente, dá uma mordidona em um Whopper e diz que a única coisa que falta é um guardanapo. O vídeo ultrapassou 8 milhões de visualizações e teve mais de 700 mil curtidas no TikTok.
Pete Suerken, presidente da Wendy's, foi ainda mais proativo. Ele preparou um Baconator na hora, provou e disse de boca cheia: "Isso é um hambúrguer". Ainda alfinetou no milkshake, dizendo que as máquinas estão sempre funcionando, diferente do McDonald's.
Subway, Hungryhowies, Wingstop e até a Peugeot aproveitaram a publicação de Kempczinski para tirar sarro e se autopromoverem.
Apesar das piadinhas, o McDonald's ainda está levando a maior fatia da brincadeira. O novo hambúrguer colheu críticas surpreendentemente positivas, e o vídeo constrangedor do CEO fez pelo produto o que nenhuma campanha poderia pagar.
Por que isso é quente?
É tentador acreditar que a internet controla todas as decisões de compra. Principalmente quando envolve casos negativos, a tendência é pensar "agora já era". E só o caixa pode dizer a verdade, não é mesmo?
Construir a imagem pessoal de altas lideranças é uma das maiores tendências no mundo corporativo nos últimos dois anos - mesmo que isso envolva contratar ghostwriter ou fazê-lo com IA.
Para alguns mercados, como o B2B, é inegável os efeitos positivos que isso pode trazer, se assim for feito da forma correta. Já para o B2C, o Adweek foi preciso em dizer que quanto mais alto alguém sobe na hierarquia, mais distante fica do produto que vende.
E isso não vale só para os "bosses" da vida. Vale para Anitta, Juliette e Maísa. Vale para todo mundo que quer divulgar algo só pelo dinheiro.
Todo produto ou serviço nasce como uma promessa que ainda precisa ser provada. É importante que todo e qualquer vendedor não demonstre dúvidas antes do consumidor provar.

🚫Marcas – Anthropic recusou US$ 200 mi do Pentágono, OpenAI pegou as sobras e se arrependeu
A Anthropic me fez desejar não ter o governo na lista de clientes, mesmo que isso envolva uma grana alta. O que rolou?
A Anthropic, empresa responsável pelo Claude, cancelou seu contrato de US$ 200 milhões com o governo dos EUA.
Isso porque no contrato, a empresa desejava garantias contratuais de que seus modelos não seriam usados para vigilância em massa de cidadãos americanos ou para alimentar sistemas de armas autônomas. (Ninguém quer isso)
Após o rompimento, de forma muito madura, o presidente Trump ordenou que interrompessem o uso dos produtos da Anthropic, e o Pentágono classificou a empresa como um "risco da cadeia de suprimentos", classificação geralmente dada a adversários estrangeiros.
Mal deu tempo do defunto esfriar, e a OpenAI correu para fechar um acordo com o Pentágono para implantar seus modelos em ambientes classificados.
Considerando que os usuários sabiam o que estava em jogo, a reação foi negativa. Isso resultou em 295% de aumento nas desinstalações do app do ChatGPT nos EUA quando a notícia foi a público.
E como recompensa, os downloads do Claude subiram 37% um dia antes e 51% no dia em que foi publicada a notícia. Isso fez o Claude ultrapassar o ChatGPT na App Store da Apple.
O CEO da OpenAI veio a público para admitir que a sua pressa em fechar o contrato fez a empresa parecer oportunista e descuidada. (Eu conto ou vocês contam?)
No fim das contas, a Anthropic retornou à mesa de negociação e o novo acordo revisado afirma que "o sistema de IA não será intencionalmente usado para vigilância doméstica de cidadãos americanos".
Por que isso é quente?
Estou tentada a crer que o Altman assistiu a todos os testes de desempenho do ChatGPT e concluiu que o chatbot é uma grande furada. Só isso explicaria as reações desesperadas que ele anda cometendo esse ano.
Como citei em uma news anterior, a OpenAI é líder de mercado, mas quando a Anthropic alfinetou o ChatGPT por colocar anúncios, Altman correu para chorar no X. Agora tropeçou para pegar as sobras com o Pentágono.
Isso tem cheiro de outra coisa, já que a OpenAI acabou de receber US$ 150 bilhões em aporte, incluindo um acordo que vai levar o ChatGPT para dentro das operações da Amazon.
Com 150 bilhões de esperanças, só me resta concluir que Altman está sentindo o peso da coroa e sobretudo, está se cagando de medo de perder sua cadeira.
Considerando que isso já aconteceu uma vez, não deveria ser mais fácil não temer uma segunda? Ou é o contrário? O medo aumenta?
🔥 O que andou aquecendo por aí:
Coca-Cola: está seguindo a tendência de algumas bebidas e lançou a Triple Z: zero açúcar, zero calorias e zero cafeína. O lançamento está disponível apenas para a Europa, mas dependendo da aceitação do público, vai se expandir para os demais continentes.
Google Labs: lançou uma ferramenta chamada "Photoshoot". Sim, é isso mesmo. Você tira uma foto com o seu celular e a IA transforma em fotos de estúdio nítidas do seu produto ou em imagens de estilo de vida em menos de um minuto. (Ok, agora eu estou começando a ficar preocupada)
Warner Bros.: finalmente foi comprada. Após uma batalha intensa com a Netflix, a Paramount ganhou com uma oferta de US$ 110 bilhões (US$ 31 por ação). Os acionistas da Netflix adoraram a desistência.
Toguro: ataca novamente. Depois de assumir o cargo de Head de Comunicação da Cimed, o influencer assumiu a vice-presidência da Rappi Brasil. (Se assumir mais uma empresa, já pode acionar o alerta da OMS para excesso de trabalho)
Hershey's: entregou as contas do Coelhinho da Páscoa esse ano. A marca está investindo na Capivara, animal celebridade em muitas cidades do Brasil. (Uma pena isso não ter partido de uma marca local)
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