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Fim do Sora. Por que a OpenAI está desistindo do gerador de vídeos de IA que assustou Hollywood e conseguiu o investimento da Disney?

Na edição 157o Edição da Gossip Marketing: Fim do Sora, salas de fúria ascendem, mídias Sociais processadas por gerarem vício e muito mais...

Olá, humano! Tentei uma migração para o Substack, mas os dados de analytics do e-mail por lá são piores que do Beehiv. Agora estou receosa de mudar completamente. Me diga se você tem uma preferência. Bora pra mais uma edição ao som dessa voz gloriosa?

  • Fim do Sora

  • Salas de fúria ganham ascensão

  • Mídias Sociais processadas por gerarem vício

🤖 IA – Fim do Sora. Por que a OpenAI está desistindo do gerador de vídeos de IA que assustou Hollywood e conseguiu o investimento da Disney?

O gerador de vídeos da OpenAI será encerrado. O que motivou essa decisão?

  • O ano é 2024, algumas edições atrás da News, eu anunciava o lançamento do Sora, o gerador de vídeos que foi capaz de arrancar os cabelos do mercado e, principalmente, de Hollywood.

  • A OpenAI ainda não fez o anúncio oficial, mas por meio de uma publicação no Google+, ela divulgou que o Sora estava sendo encerrado e que mais detalhes — como "cronogramas para o aplicativo, API e preservação de trabalho" — seriam anunciados em breve.

  • O anúncio levou a Disney a cancelar o contrato milionário que havia firmado em dezembro.

  • O acordo colocou um bilhão de dólares na mão da OpenAI, dando permissão para usar personagens animados e mascarados da Disney em vídeos e integração com o Disney+. Por enquanto, tanto o Sora quanto os personagens da Disney ainda podem ser usados.

  • Apesar do encerramento do Sora, a OpenAI não está abandonando completamente a opção de vídeo com IA. Uma versão do recurso ainda vai ficar disponível no ChatGPT; porém, o encerramento representa uma fase importante de mudança nas prioridades da empresa.

  • Em uma declaração, a CEO de aplicações da OpenAI, Fidji Simo, afirmou que a empresa deixaria de lado "projetos secundários" para se concentrar mais em poder computacional para a área de negócios.

  • E, por falar em projetos secundários, a OpenAI também está abandonando o projeto do seu chatbot erótico.

  • Se você acompanhou as edições anteriores, sabe que isso nada mais é do que a OpenAI admitindo que perdeu a liderança do mercado corporativo para a Anthropic.

Por que isso é quente?

Quando o ChatGPT surgiu, ele foi um dos aplicativos mais baixados e acessados nas lojas de aplicativos. Esse efeito viral trouxe um grande público de massa.

Só que, ao mesmo tempo, a OpenAI lançou uma série de produtos independentes na tentativa de agradar a esse público, acreditando que o volume traria uma qualificação de usuários.

No fim, descobriu-se que a maioria desses usuários utiliza a plataforma de forma recreativa.

Já seus concorrentes, como a Mistral, iniciou abertura no mercado com foco no público corporativo e percebeu maturidade para cobrar mensalidades mais caras, apesar do baixo volume de usuários. A Anthropic não segmentou público; porém, acabou atraindo o público corporativo pelo investimento que fez em seus lançamentos de ferramentas, incluindo o Claude Code e as famosas "Skills".

Encerrar o Sora e o projeto erótico é o jeito mais inteligente de evitar uma centena de processos por direitos autorais e conflitos com a segurança do usuário, além da cobrança por impacto social que está sendo imposta às empresas de inteligência artificial.

Nem tudo está perdido. A OpenAI está correndo atrás do prejuízo, desenvolvendo um superapplicativo para desktop. A ideia é unir ChatGPT, Codex e um navegador para realizar uma variedade de tarefas de forma autônoma.

Esse movimento de expandir o portfólio de entregas não é só da OpenAI. O Lovable, pioneiro em fornecer vibe coding, anunciou na semana passada que expandiu a plataforma para dados, análises de negócios, apresentações e assistência em marketing.

A mesma onda que alavancou o mercado de IA está voltando para a orla em forma de tsunami a fim de provar quem vai oferecer a melhor proposta de ter todas as aplicações em um único lugar.

🤬 Tendência – Salas de fúria ganham ascensão e desafiam a lógica do bem-estar tradicional

Onde você vai quando carece desestressar do trabalho? Uma nova tendência pode ser a sugestão de que você precisava para aliviar a raiva. O que aconteceu?

  • Apesar do aumento das tendências de saúde e bem-estar, um novo modo controverso de cuidar da saúde mental está surgindo: as salas de fúria.

  • Segundo o Insider, espaços de fúria em Nova York dobraram suas reservas no último ano. De acordo com o The Guardian, grande parte do aumento desse público interessado vem de mulheres. (Afinal, temos inúmeros motivos para desejar quebrar coisas aleatórias)

  • O mais surpreendente é que uma das opções mais populares é a experiência de destruir um escritório, na qual os hóspedes podem levar fotos de chefes e cópias de e-mails para serem destruídas.

  • O álcool costumava unir os colegas de trabalho para um happy hour no fim da semana, mas, agora que o público está optando por reduzir o consumo de bebida, juntar-se para quebrar itens pode ser uma nova forma de fortalecer os laços.

  • Levar a foto do chefe pode ser perigoso, já que as empresas também estão promovendo esses encontros em salas de raiva como forma de integrar o time.

Por que isso é quente?

Embora a oferta de quebrar itens pareça generosa para a saúde mental, alguns especialistas disseram ao Insider que não acreditam que uma visita a uma sala de fúria possa ser positiva.

Pior: isso pode intensificar sentimentos de raiva ou tornar as pessoas mais agressivas. Atividades mais relaxantes, como ioga e exercícios de respiração, são mais efetivas em proporcionar saúde e bem-estar, mas dificilmente serão mais divertidas e satisfatórias do que destruir um computador contendo um e-mail idiota do seu chefe.

Um detalhe sociologicamente importante: culturalmente, a raiva feminina é reprimida, patologizada ou desqualificada de formas que a raiva masculina não é. Se as mulheres estão lotando salas de fúria, significa que a sociedade finalmente chegou a um preço para que a raiva feminina se torne aceita.

Considerando que as visitas a esses espaços são motivadas por demissões, términos de relacionamento ou sobrecarga de trabalho, essas salas podem impulsionar o empreendedorismo, especialmente em um cenário de mercado de trabalho estagnado, aumento do custo de vida e avanço da IA sobre diferentes áreas.

Como efeito colateral, as empresas responsáveis pela gestão de resíduos da cidade podem acabar recebendo o lixo já mais triturado.

📱 Redes sociais – Julgamento histórico pode abrir precedentes para mídias sociais serem responsabilizadas pelo vício de usuários adolescentes 

Uma jovem pode receber seis milhões de dólares em indenização das mídias sociais por estar viciada em seus algoritmos. O que perdemos?

  • Se a Lei Felca iniciou o trabalho de colocar lei na internet, um julgamento histórico condenando a Meta e o YouTube acabou de terminar o trabalho, com o júri considerando as empresas responsáveis pelo vício de uma jovem em suas plataformas.

  • Uma jovem que usa as iniciais KGM processou a Meta, o YouTube, o TikTok e o Snapchat, afirmando que ficou viciada nessas redes sociais depois de começar a usá-las quando tinha apenas seis anos de idade. Isso a levou a desenvolver depressão, ansiedade e dismorfia corporal.

  • A Seção 230, que protege executivos de responsabilidade por decisões de design, perde força diante do argumento de que as mídias sociais devem ser tratadas como produtos — e, portanto, submetidas aos mesmos padrões de responsabilidade a eles aplicados.

  • No julgamento ocorrido em um tribunal da Califórnia, o júri entregou-lhe uma indenização de três milhões de dólares e recomendou um adicional de três milhões de dólares em danos punitivos.

  • O TikTok e o Snap chegaram a um acordo, pagando quantias não divulgadas. Já a Meta e o YouTube disseram que pretendem recorrer da decisão.

  • Uma decisão semelhante aconteceu no Novo México. O júri decidiu que a Meta deve pagar trezentos e setenta e cinco milhões de dólares por não proteger menores de conversas de cunho sexual com seus chatbots de IA.

  • Agora, todos esses casos podem servir como precedente importante para um caso federal movido por procuradores-gerais, distritos escolares, governos municipais e famílias, que também será decidido por um júri em junho deste ano.

Por que isso é quente?

Com essas decisões, países que decidem proteger menores de idade da influência de mídias sociais vão resguardar simultaneamente essas empresas de terem de lidar com processos milionários.

O que é ótimo, já que elas não admitiriam voluntariamente que seus feeds e algoritmos são projetados para conseguir o máximo de engajamento.

Com o risco de responderem pelo design de suas plataformas e pelo conteúdo publicado, podemos esperar algumas mudanças nas dinâmicas da rede, incluindo mais rigor nas restrições de idade e verificação de identidade.

Isso muda consideravelmente o funcionamento da economia criativa atual. Hoje o envio de um conteúdo é quase instantâneo, e todo o processo de curadoria para identificar se existe violação ocorre depois.

Por segurança, as plataformas podem optar por analisar os conteúdos minuciosamente antes da publicação, submetendo-os a um processo de qualidade até que sejam efetivamente publicados.

Considerando que muitos criadores trabalham por volume e dependem do controle de datas das publicações, isso pode significar menos impacto junto ao público e até menos público se houver restrições de idade.

Se mais batalhas judiciais terminarem em vitória para os utilizadores das mídias sociais, espere que o mesmo aconteça com qualquer plataforma que se beneficie do vício de seus usuários, incluindo streamings, bets, jogos on-line e até chatbots de IA.

🔥 O que andou aquecendo por aí:

WordPress: anunciou a independência dos usuários, implementando agentes de IA que gerenciam contas, com redação de posts e respostas a comentários.

Google: está lançando globalmente o Search Live, uma funcionalidade de inteligência artificial que permite aos usuários apontar a câmera para um objeto e fazer perguntas em tempo real.

WhatsApp: acaba de confirmar a chegada de duas contas simultâneas no iOS. O recurso, que já era utilizado no Android, agora permite conectar dois números ao mesmo tempo no aplicativo, sem depender de um segundo celular ou do WhatsApp Business.

Shopee: desenvolveu uma parceria com a Meta em que criadores brasileiros podem marcar produtos da Shopee diretamente em vídeos e receber comissão por cada venda.

Serasa e BK:fizeram uma campanha com Toguro, oferecendo gratuitamente um Cheddar Duplo para consumidores que passarem pelos BK Drives participantes e apresentarem o app da Serasa instalado. A ação acontece na madrugada do dia 30 para o dia 31 de março.

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